- da série, oi eu sou confuso.


O que eu sou, de nada vale se não tiver em mente aquilo que eu quero ser, e aquilo que não posso ser. São duas verdade opostas e diga-se de passagem, duas verdades tentadoras e ainda mais, conflitantes.

Gosto do que não se pode ser, do que não se pode falar, não porque é ruim ou porque faz mal, mas porque ninguém o faz.
Gosto do que te faz perguntar, porque responder.. é só uma consequência. Gosto das pequenas coisas e das grandes coisas, do tique taque, dos potinho de yakult, das caixinhas de sons, das letras, dos livros. Mas se quiser e aceitar, te dou esse conselho.. não acredite em mim, posso mudar a qualquer momento.

enfim, mudei.

- ah, vamos ao que interessa?


Tá batendo sol na minha janela, e o ventinho de tarde chegando tá começando a relar nas minhas costas. Existem duas provas pra hoje, houve um seminário ontem, e amanhã é aniversário da mamãe, tudo acontecendo.

As linhas em branco na agênda estão se esgotando, e juro que não tenho mais espaços para colocar outros compromissos, os horários estão chocando, as horas estão ficando curtas, mais curtas que as chances que eu tenho pra sorrir ou ver quem ainda quem tem tempo pra apagar alguns compromissos, riscar outros ou quem sabe, sentir o sol batendo na janela.


Minhas esperanças são tão grandes que um beijo seu pode me matar,
então me mate bem, para que eu morra feliz.

Meu coração é seu, para sentir ou explodir,
pra quebrar, enterrar, ou usar como um jóia
como você preferir.


como preferir.




Não tem como errar, tá no seu códio de barras,
na sua embalagem, na bula, nas engrenagens.

Você me conhece bem, bem!
sabe cada passo, sabe cada reação
conhece todas as minhas estratégias de jogo
e consegue me derrubar sem nem usar as mãos,
me detalha com um olhar, diz cada ponto,
me trata como um mapa, até me faz de tonto
do jeito que consegue me fascinar.

tentei mudar, criar outro mundo ou quem sabe
só criar coragem. Mas você, ah você ... termina cada uma de minhas frases, antes mesmo delas começarem.